sexta-feira, 31 de julho de 2009

ACREDITO QUE TEM JEITO.


Inclino a cabeça para baixo, viro os olhos para o meu umbigo, e vejo que não há outra saída.
Primeiro que o umbigo é meu. Ele se encontra no meio de uma enorme barriga descuidada (para os outros). Para mim tem sido muito bem tratada. Um padrão de beleza inconfundível. È como se minha barriga fosse um depósito universal de valores e necessidades que em cada dia ao longo desses cinqüenta anos tenho tido o cuidado de tratar com esmero, carinho, e adoráveis porções de todos os tipos de guloseimas, todos os cardápios, doces e salgados, azedos, amargos, gasosos e não gasosos, mistura alcoólica, fermentada, destilada, natural e desnaturada. Há!..... quase me esqueço da barriga de porco, do galopé, do inseparável torresminho pururucado.
Enchi a boca d’água de novo!!!!!!
Um belo dia meu cardiologista meteu os bedelhos onde ele nunca investiu nenhum centavo. Justamente na minha barriga.
Barrigudo, Gordo, Pesado, Sedentário, Fora de Forma, Ofegante.
Ainda bem que não fumo. Senão ele ia me fazer engolir o famigerado.
Puta merda.!!.... e ainda tive que pagar o danado para me falar desaforo.
Pensei na qualidade de vida. Na importância que damos a nós mesmos, quanto tempo de vida que me resta.
Bom....se for por muito ou pouco tempo, o importante é que há tempo de pensar em mim.
Tomei uma atitude (não é uma marca de cachaça). Pensei melhor, passei a comer menos, caminhar mais, beber menos, ler mais, reclamar menos, ler menos noticias ruins, ver menos televisão, mastigar mais e mais devagar, sonhar mais, aumentar a minha fé, e procurar ser feliz.
Conclusão: em três meses perdi sete quilos, não tive crise de dores nas juntas, fiquei menos tonto, tive menos ressaca, discuti menos e estou ficando MELHOR

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